Apresentação

ATELIÊ DE PSICANÁLISE

O lugar

— Um espaço de atendimento clínico psicanalítico para crianças, adolescentes e adultos, orientado pela Ética da Psicanálise a partir dos fundamentos teórico-clínicos de Sigmund Freud e Jacques Lacan.

— Um espaço para os “fazeres” da Psicanálise na polis e sua relação com outras áreas do conhecimento como Arte, Literatura, Filosofia, Educação, entre outras, através dos ateliês de leitura e escrita, seminários, cursos, cartéis — trabalhos que perpassam a soleira ou os muros do setting analítico.

 

O conceito, o nome

Ateliê de Psicanálise carrega em seu próprio nome significantes que o compõem, pois ‘ateliê’, do francês atelier, é o lugar onde trabalham artesões e, sobretudo, artistas; tem, também, em sua origem, a palavra astele — estilha, lasca, do latim, hastella, vareta, de hasta — que lança o que para nós remete justamente ao fazer com a psicanálise em que o corte — este que é também lugar de marca psíquica — é imprescindível, bem como o lançar-se na aventura de lidar com a palavra. Vale lembrar que, em uma cacofonia na língua francesa, atelier pode ser lido/escutado como acte-lier, ato de ligar. É também chamado de ‘estúdio’, um lugar de trabalho para pessoas com desejo de criar. É conhecida a conotação, no francês, de atelier como a casa de um alquimista ou feiticeiro.

No nome Ateliê de Psicanálise há a conjunção “de” que, ao mesmo tempo, junta e separa os dois significantes, pois diz justamente “daquilo de que se trata”: de Psicanálise. Este fazer que também é arte, é criação, que se faz com e/na palavra, palavra que às vezes é silêncio, às vezes é lapso, é repetição…

 

A história, a proposta

De seu início, é difícil saber, pois da origem é possível falar somente a posteriori, num só depois, fazendo um caminho inverso, na trajetória dos traços que a compuseram. Nesse sentido, o tempo do fazer é necessário, não somente o tempo do desejo, pois este, sim, já é longo, transpassa o tempo, através de gerações e do nosso próprio caminhar que, desde 2013, vem delineando-se com leituras, discussões, conversas, na construção daquilo que, para o trabalho com psicanálise é imprescindível: a transferência de trabalho.

Com o tempo, porém houve uma nova posição, um novo percurso e o desejo de outros laços pelo viés da escrita (deste site e de textos), pois a escrita-texto também carrega consigo traços que compõem a rede de significantes — em nosso caso, significantes desde a Ética da Psicanálise.

Assim, o nosso Ateliê de Psicanálise surge da inquietude e da necessidade de um espaço (espaço como lugar e também como posição) de construção de um trabalho — e esse construir é com o verbo no gerúndio: construindo — voltado à psicanálise, tanto ao atendimento clínico psicanalítico como também à inserção da Psicanálise na cultura, na polis. Nesse sentido, é um espaço que contribui para a sustentação da Formação do Psicanalista, isto é, o “estar com outros”, pois, como está em sua base: “o psicanalista só se autoriza por si mesmo… e com alguns outros”, como propõe Jacques Lacan.

Deste modo, trabalhamos e desejamos um espaço que construa e compartilhe um saber desde a fundamentação teórico-clínica de Sigmund Freud e Jacques Lacan e que possibilite o diálogo com outros autores, outras disciplinas — outros campos de conhecimento — gerando, dessa forma, uma constante reinvenção de nosso fazer psicanalítico e, quiçá, da Psicanálise.

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